Portuguese

De 20 a 23 de julho, dois camaradas da Federação de Estudantes Marxistas foram convidados a participar do terceiro Gazte Topagune Sozialista (Encontro da Juventude Socialista) realizado pela GKS (Coordenação da Juventude Socialista) e pela organização estudantil Ikasle Abertzaleak no País Basco. A nós também se juntou um camarada de Lucha de Clases, a seção da CMI no Estado espanhol. GKS é uma nova organização socialista da juventude no País Basco, com o objetivo de construir uma sociedade sem classes com uma inclinação particular contra as táticas colaboracionistas de classe dos social-democratas.

O artigo a seguir está baseado em um discurso proferido pelo editor de marxist.com, Alan Woods, na recente e altamente bem-sucedida Universidade Marxista Internacional. A situação mundial se caracteriza por guerras, caos e crise em todos os níveis, levando alguns a tirar as conclusões mais pessimistas. Na realidade, uma velha ordem está morrendo e uma nova está lutando para nascer. Vemos isso com as erupções revolucionárias no Sri Lanka e em outros lugares. O que está faltando é uma liderança clara e revolucionária para levar a classe trabalhadora à vitória e à derrubada deste sistema capitalista decadente.

Na noite de 1º de julho uma revolta eclodiu por toda a Líbia. O prédio do parlamento em Tobruk, na unidade administrativa de Cyrenaica, foi invadido por protestos e foi parcialmente queimado após as massas usarem uma escavadeira para arrombar as portas do lugar.

A Universidade Marxista Internacional – UMI (hashtag em inglês, #IMU22) -, realizada entre os dias 23 e 26 de julho, ultrapassou todas as expectativas! Um total de 7.333 pessoas inscritas – um aumentos de mais de mil inscritos comparados a nossa última UMI em 2020! Da Bolívia à Belgica, do Vietnã à Venezuela, e do Paquistão ao Peru, trabalhadores e jovens revolucionários se reuniram na maior escola Maxista que a CMI (Corrente Marxista Internacional) já promoveu, acompanhando discussões do mais alto nível político, e com doações que últrapassaram 825.000 euros para nossa coleta, o que será direcionado para a compra de uma nova sede internacional em Londres.

Na primeira semana de julho, em Myanmar, vimos uma erupção espontânea de protestos de trabalhadoras industriais contra os cortes no salário, contra a piora das condições nos locais de trabalho e contra a intensificação do trabalho na fábrica de roupas A Dream of Kind (ADK) na cidade de Mingalardon, em Yangon. Cerca de duas mil operárias estão demandando direitos trabalhistas, garantia de licença médica, férias remuneradas, bem estar social, e aumento dos salários.

No sábado, 9 de julho, dezenas de milhares de cidadãos comuns do Sri Lanka superaram o caos do transporte para chegar à capital, Colombo. As barricadas da polícia foram varridas como caixas de fósforo, e as massas ficaram diante dos degraus da residência oficial do presidente. E então, elas avançaram. As massas, na enxurrada de sua “aragalaya” (luta), de repente transbordaram os canais seguros que a classe dominante havia erguido para mantê-las fora da política. Em poucos minutos, milhares de pessoas tomaram conta da residência presidencial. Em poucas horas, o presidente, escondido, foi

...

Em julho de 2021, o Partido Comunista Chinês (PCC) celebrou o 90º aniversário de fundação com um blitz propagandístico se gabando de como o governo do partido levou a uma China próspera, confiante e feliz. No entanto, um ano depois, o descontentamento entre as massas chinesas em relação ao regime atingiu níveis sem precedentes, enquanto aqueles no topo da burocracia partidária bizantina estão mostrando claras diferenças sobre como proceder. O que isso revela e qual é o seu significado para os revolucionários marxistas?

A luta de classes está escalando na Grã-Bretanha, enquanto os membros do RMT em greve paralisam as ferrovias, e os conservadores e os patrões tentam esmagar os sindicatos. A imprensa da sarjeta está gritando sobre “guerra de classes”. E – pela primeira vez – eles estão corretos. Republicamos este artigo de 22 de junho, publicado originalmente em socialist.net [em inglês].

Na madrugada de sexta-feira passada, 24 de junho, produziu-se uma tentativa por parte de várias centenas de imigrantes de saltar a cerca de Melilla e cruzar do lado do Marrocos para o outro lado da Espanha da fronteira. O caso resultou na morte confirmada de 37 pessoas até agora, segundo uma ONG local, além de 76 feridos, 13 dos quais em estado grave. Este fato se produz apenas alguns meses depois da ratificação das novas relações entre o governo espanhol e a ditadura marroquina.

O Equador está entrando na terceira semana da greve nacional convocada pela CONAIE (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador) com base em 10 demandas para lidar com a crise do custo de vida. Está sendo alcançado um ponto crucial para o futuro do movimento. A questão de quem governa a sociedade foi levantada, mas não resolvida. O impasse pode causar cansaço e desmobilização. Inclusive com a utilização de armas letais, a polícia reprime violentamente as mobilizações, que são defendidas por jovens na linha de frente. Desde o início da greve nacional, já houve cinco mortes, oito desaparecimentos e pelo menos 127 detenções.

Com 50,48% dos votos, Gustavo Petro e Francia Marquez venceram a disputa eleitoral na eleição presidencial colombiana contra o demagogo de direita Rodolfo Hernandez. O significado histórico da vitória de Petro, Marquez e do Pacto Histórico não pode ser subestimado. Gustavo Petro se tornou o primeiro presidente de esquerda na história da Colômbia. Sua presidência representa um ponto de virada na luta de classes em um país no qual a oligarquia capitalista tem claramente desempenhado o papel de carrasco impunemente.

Neste 22 de junho completam-se 10 dias de greve geral no Equador. O primeiro ano do governo Lasso foi uma tragédia para os trabalhadores e camponeses. O Equador foi um dos países mais atingidos pela pandemia da Covid-19. O desemprego e a miséria afetam fortemente todos os estados do país. O governo Lasso cumpriu religiosamente todas as exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) desde que assumiu o poder em maio de 2021. O aumento dos combustíveis e dos alimentos foi a gota d’agua que transbordou o copo.

Oleksandra Koval, diretora do Instituto do Livro Ucraniano (que faz parte do Ministério da Cultura e Informação política Ucraniana), anunciou que começarão a trabalhar no abate de mais de 100 milhões de chamados “livros de propaganda” das bibliotecas públicas da Ucrânia. Os livros – incluindo as obras de escritores mundialmente reconhecidos como Dostoyevsky e Pushkin – estarão destinados à reciclagem de papel, de acordo com o Ministério.

A Corrente Marxista Internacional solidariza-se com os companheiros e companheiras do Mugimendu Sozialista (MS), que estão enfrentando há tempos uma campanha de assédio e intimidação por parte de setores social-democratas e da direção do EH Bildu, que conta com a atitude complacente da direita basca.

Já se passaram mais de 100 dias desde que a invasão russa da Ucrânia começou. Não há fim à vista para a guerra. As declarações entusiasmadas do Ocidente após a retirada da Rússia das áreas que ocupou em torno de Kiev, Sumy, Chernihiv e Kharkiv se transformaram em avaliações mais pessimistas. As forças russas, por meio de artilharia superior, avançam no Donbass, lenta, mas implacavelmente. As perdas ucranianas estão aumentando. A Rússia manteve suas receitas de petróleo e gás, apesar das sanções do Ocidente, cujos efeitos colaterais ameaçam empurrar a economia mundial para uma nova e prejudicial recessão.

Enquanto muita atenção está sendo dedicada à guerra na Ucrânia, um conflito igualmente importante está se desenvolvendo no Pacífico, e é sobre quem deve dominar esta região-chave: os Estados Unidos ou a China? De fato, o principal pivô da política externa dos EUA é contra a crescente influência da China.