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Milhões de pessoas participaram da greve geral no Brasil em 14 de junho, com manifestações em 380 cidades de todo o país. A greve foi convocada em rejeição à proposta de contrarreforma do sistema de pensões do governo Bolsonaro, mas também refletiu a oposição aos cortes na educação pública, que já havia levado milhões de pessoas às ruas em 15 e 30 de maio.

A Greve Geral de 14 de junho contou com a paralisação de importantes setores da classe trabalhadora que têm uma tradição de organização, como metalúrgicos, químicos, petroleiros, bancários, servidores públicos etc. Mas a paralisação poderia ter sido mais forte e as manifestações maiores, se as direções sindicais tivessem mobilizado de fato suas bases.

Inúmeras tentativas de grilagem de terras ocorreram na Birmânia. Mais de 50% delas foram realizadas pelos departamentos militares e governamentais. O restante foi cometido por seus lacaios e capitalistas estrangeiros. Numerosas lutas camponesas vêm ocorrendo na Birmânia por suas terras de cultivo, estradas e bosques comunais. Entre esses casos, o recente protesto camponês na aldeia de Aung Thbyae, no município de Patheingyi, na região de Mandalay, merece uma menção especial.

A Revolução Sudanesa foi uma inspiração para trabalhadores, mulheres e jovens de todo o mundo. As mulheres em particular revelaram enorme potencial revolucionário. Tudo o que era progressista na sociedade sudanesa emergiu para mostrar ao mundo que a sociedade pode ser mudada. Mas também havia um lado mais sombrio e este agora levantou sua feia cabeça da forma mais brutal possível. Por que isto está acontecendo?

A campanha dentro do Partido Trabalhista pela restauração da Cláusula 4, que colocava a luta pelo socialismo como compromisso do partido, recebeu um forte impulso na conferência anual do Sindicato dos Trabalhadores da Comunicação (CWU), realizada em Bournemouth no dia 28 de abril, onde uma resolução conjunta apoiando a restauração da Cláusula 4 original ao estatuto do Partido Trabalhista foi aprovada por unanimidade.

O seguinte editorial da edição número 15 deSocialist Revolution, a revista estadunidense da Corrente Marxista Internacional, foi publicado em 8 de maio de 2019. O cenário está claramente montado para outra perturbação econômica convulsiva. A crise que se aproxima trará à superfície todas as dúvidas e frustrações acumuladas durante os chamados anos de boom.

O navio saudita Bahri Yanbu, que se encontrava atracado no porto de Gênova para carregar equipamento militar a ser utilizado no conflito do Iêmen, deixou a Itália sem a carga pretendida. Isso representa uma grande vitória para os estivadores genoveses, que se recusaram a carregar o navio, que agora se dirige para Alexandria, no Egito. No porto de Gênova, ainda acena uma bandeira: “Parem o tráfico de armas, guerra à guerra”.

A Presidente do PT da Argélia Louisa Hanoune foi presa por um tribunal militar acusada de conspiração contra a autoridade do Estado e a autoridade militar. Louisa compareceu a um tribunal como “testemunha” de um processo sobre o irmão do ex-presidente e, após o seu depoimento, foi encarcerada. A acusação de “conspiração” ou “rebeldia” é fantasiosa, quando milhões de argelinos, toda semana, se manifestam contra a continuidade do Regime Militar. Além de Louisa, presa desde 9 de maio, também Hadj Ghermoud, militante dos direitos humanos, foi preso desde janeiro. Dezenas de ativistas e militantes estão sendo ameaçados e presos na Argélia.

As manifestações de 15 de maio foram massivas, com forte participação da juventude e expressaram o ânimo e combatividade presente na base. Segundo a CNTE, cerca de 2 milhões de pessoas foram às ruas nessa data.

Hoje, In Defence of Marxism se orgulha de publicar pela primeira vez vários artigos na língua birmanesa. Eles nos foram enviados pela Frente Unida Socialdemocrata (SDUF) em Myanmar (ex-Birmânia), uma organização que participou ativamente nos protestos estudantis contra a ditadura militar, junto com a Federação dos Sindicatos de Estudantes da Birmânia.

As belas, combativas e massivas manifestações de ontem, 15 de maio, atingiram fortemente o já instável governo Bolsonaro. Atos ocorreram em mais de 200 cidades pelo país e, seguramente, mais de 1,5 milhão de jovens e trabalhadores foram às ruas.

A Greve Nacional da Educação foi convocada para 15 de maio pela CNTE, mas nenhum esforço de fato foi realizado para organizar e mobilizar a base dos educadores para a greve. A medida brutal do governo Bolsonaro, de corte de verbas para as universidades e institutos federais, provocou uma mobilização intensa no Brasil, que se soma ao dia 15, fazendo renascer a possibilidade de se desenvolver uma greve nacional de fato nesta data. Pesquisadores, cientistas, alunos de pós-graduação, também têm se mobilizado diante do corte de 41,9% do orçamento destinado à ciência e tecnologia, medida de um governo que prega o obscurantismo e menospreza o conhecimento científico.

O incêndio que destruiu parcialmente Notre Dame é uma tragédia para qualquer um que aprecie as conquistas culturais, artísticas e arquitetônicas da humanidade. O capitalismo está minando suas próprias conquistas passadas e das sociedades anteriores, e isso se evidencia muito claramente quando se observa mais de perto o que aconteceu em Paris, dia 15 de abril.

Entre 3-4 de maio de 2019, o 13º Congresso do Partido Revolucionário dos Trabalhadores foi realizado na Rússia. Dezenas de delegados ao congresso votaram pela unificação com a seção russa da Corrente Marxista Internacional (CMI) e a organização unificada votou por se juntar à CMI!

Há 45 anos atrás o Movimento das Forças Armadas, com o apoio dos trabalhadores portugueses, conseguiram por fim à “longa noite”, e derrotar a ditatura fascista que predurava já há 48 anos em Portugal face a uma oposição generalizada ao regime que já há muitos tempo estava por cair.

Derrotamos ao “trifachito”. A reação neofranquista não passou nessas eleições. Apesar de explorar os preconceitos mais baixos e perversos das camadas mais atrasadas da população, a direita comeu pó em sua tentativa de chegar à La Moncloa. As famílias trabalhadoras, a juventude, a mulher trabalhadora, as nacionalidades oprimidas e tudo o que há de progressista na sociedade espanhola cerraram fileiras para impedir a chegada de um governo que ameaçava se tornar o mais reacionário em 40 anos.

A remoção do ex-ditador do Sudão, Omar al-Bashir, em 11 de abril, não significou o fim da Revolução Sudanesa. Pelo contrário, longe de atender às principais demandas da revolução, a tomada do poder pelo exército é uma tentativa de desorientar as massas e roubar suas realizações. No entanto, as massas não estão deixando escapar tão facilmente sua suada vitória.

Dia 11 de abril, com base em um movimento revolucionário que durou mais de quatro meses, o povo sudanês derrubou o general Omar al-Bashir. A derrubada de Bashir, um homem que governou o Sudão com mão de ferro durante trinta anos, é uma vitória importante, não só para o povo sudanês, como também para toda a região. No entanto, é importante que este seja apenas o primeiro passo em um processo revolucionário, que deve terminar com a derrubada do regime como um todo.

Depois de quase três décadas no poder, Omar al-Bashir foi derrubado como presidente do Sudão por protestos populares. As massas foram às ruas no que só pode ser descrito como um movimento revolucionário, embora sem liderança ou demandas claras. O próprio Bashir foi preso e está sendo “mantido em lugar seguro” pelos militares.