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O capitalismo sul-africano está em crise total. A classe dominante está dividida e a deterioração das condições de vida dos trabalhadores e dos pobres está causando uma onda de ressentimento que emergirá à superfície mais cedo ou mais tarde, colocando uma luta de classes renovada na agenda.

Mais uma vez, a necessidade se revela através do acidente, enquanto a natureza podre da democracia capitalista americana se expunha em Iowa. A importância política do pequeno estado do centro-oeste foi elevada durante meses, enquanto incontáveis dólares e horas de candidatos eram gastos em um esforço para gerar impulso inicial para novembro. Em vez disso, o mundo foi premiado com um naufrágio de incompetência inimaginável – ou sabotagem cínica – dependendo do seu apetite por teorias da conspiração.

A mídia burguesa nunca se cansa de repetir: a esquerda francesa está em crise. Longe vão os dias em que o Partido Socialista (PS) e o Partido Comunista (PCF), entre eles, detinham uma clara maioria do eleitorado. E quando se trata da França Insubmissa (FI), eles não consolidaram o sucesso das eleições presidenciais de 2017, quando Mélenchon conseguiu 20% no primeiro turno, como vimos nas eleições europeias no ano passado.

No dia 5 de fevereiro, dois dirigentes sindicais do Fundo de Proteção Social dos Depósitos Bancários (Fogade) receberam uma notificação de proibição de entrada no local de trabalho, uma solicitação de qualificação de demissão e uma citação ante a Inspetoria do Trabalho para a sexta-feira, 7 de fevereiro. Esse é um claro caso de repressão sindical em prejuízo do secretário-geral do Sindicato dos trabalhadores do Fundo de Proteção Social dos Depósitos Bancários (Sutrabfogade), William Prieto, e do delegado de prevenção, William Guzmán.

Somente mantendo-se firme no princípio da independência de classe hoje e mantendo nossa bandeira política limpa, os socialistas revolucionários poderão atrair centenas e, em seguida, dezenas de milhares de trabalhadores no futuro.

O surto de corona vírus na China é crítico. De acordo com as cifras oficiais, há 5.997 casos confirmados por todo o país até agora, com a vasta maioria deles em Wuhan: a capital provincial da Província de Hubei. No entanto, nove outras províncias informaram de mais 100 casos confirmados, a maioria deles nas províncias industriais de Zhejiang e Guangdong. A enfermidade se espalhou para além das fronteiras da China, desde a Tailândia até ao Sul, à Austrália e aos EUA.

A Revolução Libanesa ressurgiu após um período de relativa inatividade, com manifestantes declarando uma “semana de ira” em meio a uma contínua crise econômica e política. A libra libanesa e os controles de capital sobre o dinheiro estrangeiro provocaram uma nova onda de indignação que aguçou a posição tanto dos manifestantes quanto do Estado. Os últimos dois dias viram centenas de feridos e presos.

A batalha na França contra a reacionária reforma da previdência de Macron ultrapassou os 40 dias. Uma quarta greve interprofissional dia 9 de janeiro e seguidos protestos no fim da semana trouxeram centenas de milhares de pessoas às ruas mais uma vez, e mais dias de ação ocorreram em seguida.

A chegada do novo ano foi celebrada com as habituais festas. Em Londres, os foliões saudaram o início de uma nova década com fogos de artifício, assim como muitas pessoas em Edimburgo e em outras grandes cidades. Sem dúvida, o novo Primeiro-Ministro britânico, Boris Johnson, celebrou ainda com mais entusiasmo do que a maioria das outras pessoas. Tendo vencido a eleição geral de 2019 com uma grande maioria, ele agora está livre para levar a nação a uma bem-sucedida conclusão das negociações do Brexit. Essa, pelo menos, é a teoria.

No início da manhã de sexta-feira (3/1), em um ato de suprema arrogância, a administração Trump realizou o assassinato do General iraniano Qassem Soleimani, bem como do principal líder paramilitar iraquiano, Abu Mahdi al-Mohandes, no aeroporto de Bagdá. Mais uma vez, o imperialismo EUA está adicionando instabilidade no Oriente Médio.

O discurso do primeiro-ministro Edouard Philippe, ontem (11/12), veio dar fim a mais de 18 meses de “discussões” e “consultas” com a liderança sindical. Centenas de horas de reuniões produziram este resultado “edificante”: o governo anunciou exatamente o mesmo projeto de reforma, como se as “consultas” e as “discussões” não tivessem ocorrido.

Pela terceira semana consecutiva, trabalhadores franceses de dezenas de profissões (maquinistas de trens, professores, médicos, enfermeiros, bombeiros, operários – até cantores de ópera!) abandonaram os locais de trabalho e saíram às ruas, ao lado de centenas de milhares de apoiadores, para se opor ao reacionário regime de Macron. Enquanto o governo minimiza a participação, alegando que apenas 600 mil participaram, os protestos foram pelo menos tão grandes quanto os de 5 de dezembro. A federação sindical da Confederação Geral do Trabalho (CGT) afirma que foi ainda maior, citando um número de 1,8 milhão de manifestantes, o que seria a maior mobilização desde 1995.

A Câmara dos Deputados aprovou, em 4 de dezembro, o “Pacote Anticrime”, elaborado por Sérgio Moro. Ao todo, 408 parlamentares votaram “sim” para o projeto, incluindo quase toda a bancada do PT e três deputados do PSOL. Esse posicionamento dos ditos parlamentares de esquerda expôs até onde se pode ir com a adaptação ao sistema, a política errada, a incapacidade de perceber o movimento da luta de classes no mundo e a falta de confiança na classe trabalhadora. Ao votar a favor de um projeto que endurece a máquina repressiva do Estado, esses parlamentares traíram suas bases e os princípios mais elementares do marxismo. A aprovação desse projeto facilitará em todos os sentidos o aumento da

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A greve interprofissional de ontem (10/12) contra a Reforma da Previdência de Macron levou entre 800 mil e 1 milhão de trabalhadores e jovens às ruas da França, de acordo com a Confederação Geral do Trabalho (CGT). Embora represente uma queda em relação à mobilização da última terça-feira (que foi possivelmente a maior desde 1995), o comparecimento ainda foi alto, com forte participação dos trabalhadores dos transportes, professores, profissionais de saúde e estudantes.

Com menos de uma semana para as eleições, o Partido Trabalhista (Labour Party) está acelerando sua campanha. Ativistas estão sendo transportados para as periferias, com o objetivo de reforçar os esforços locais de porta em porta. O dinheiro está sendo levantado através das doações da base, para alcançar jovens eleitores em locais-chave. As massas de ativistas do partido estão sendo mobilizadas para encher as ruas nos próximos dias.

O regime do APC [All Progressives Congress, partido político na Nigéria – NDT], liderado por Buhari – que chegou ao poder com o mantra da “mudança” – perdeu uma grande camada de sua base social em menos de cinco anos no governo. O sonho de mudança se transformou em um pesadelo inimaginável para a esmagadora maioria dos nigerianos. Nenhum dos problemas fundamentais herdados dos 16 anos de governo do People’s Democratic Party (PDP) foi resolvido; pelo contrário, estão se exacerbando. O regime apenas os arrastou, tendo sobrevivido até essa data por conta da falta de uma genuína alternativa de massa.

Os últimos dez anos foram de lutas de classes acentuadas por todo o mundo, à medida em que a classe dominante colocou todo o peso da crise econômica sobre os ombros dos trabalhadores, dos pobres e da juventude. O resultado disso tem sido a completa desestabilização da situação política, uma vez que as massas buscam se defender e encontrar um caminho para sair da crise.