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Em dezembro, o partido de esquerda Unidas Podemos (UP) entrou no governo espanhol como sócio menor do social-democrata Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Essa coalizão repousava sobre uma maioria parlamentar magra e instável, composta por uma variedade heterogênea de forças nacionalistas e regionalistas. Dois anos de política espanhola sem rumo chegaram ao fim com a queda de Mariano Rajoy. Pablo Iglesias, líder da UP, saudou essa coalizão como “o governo mais progressista” da história espanhola recente. No entanto, os acontecimentos recentes dissiparam essa euforia. A Espanha contempla o abismo de uma depressão devastadora, que reduzirá drasticamente a margem de

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Com os casos do novo coronavírus continuando a aumentar e sem nenhuma estabilização à vista, as enfermeiras de Massachusetts se encontram lutando mais do que apenas o vírus para manter a si e seus pacientes seguros e saudáveis. Entre a inaptidão e inação do governo e as barreiras ao cuidado médico criado pelo os administradores e acionistas dos hospitais, as enfermeiras exercem seu poder coletivo e usam os recursos de seu sindicato para assumir o controle de fornecimento de provisões, apoio e orientação aos profissionais de saúde. As ações das enfermeiras demonstram claramente a pontualidade e a eficácia das demandas pelo controle dos trabalhadores e pela abertura dos livros de

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No Equador, onde o impacto do coronavírus foi particularmente severo, o governo está usando cinicamente a emergência como uma cobertura para uma série de ataques à classe trabalhadora. Mas os trabalhadores e a juventude do país estão revidando!

Enquanto bilhões de dólares são investidos na criação de uma vacina para a Covid-19, os imperialistas estão interessados apenas em proteger sua propriedade intelectual e em acertar as contas uns com os outros. Enquanto isso, órgãos globais como a Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam sua impotência diante dessa emergência internacional de saúde pública.

A crise do coronavírus está criando dissidência nas fileiras das forças armadas. Este é um desenvolvimento preocupante para a classe capitalista e um indicador de desenvolvimentos explosivos no horizonte.

A Covid-19 precipitou e agravou as condições de uma crise social e econômica que já estava em curso. A burguesia está confusa e dividida diante de um problema que ela não pode suportar, mas também não consegue resolver.

O regime marroquino deteve mais de 500 presos políticos, segundo o presidente da Associação Marroquina de Direitos Humanos, Aziz Ghali. Entre eles estão os detidos nos protestos de Hirak Rif e do movimento Gerak Jaradah: sindicalistas, blogueiros, jornalistas… praticamente todo mundo. Não passa um dia sem a mídia social relatar a prisão de novos militantes ou cidadãos comuns, cujo único crime, na maioria dos casos, é ter publicado um post no Facebook criticando as condições de vida ou a política do Estado.

Em um relatório divulgado em 29 de abril, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) previa que 1,6 bilhão de trabalhadores no setor informal perderiam 60% de sua renda após um mês da crise. Nos países mais afetados, as taxas de pobreza entre os trabalhadores informais aumentarão para 84%. À medida que a crise avança, os trabalhadores em trabalho inseguro enfrentarão um desastre.

A pandemia de coronavírus expôs as contradições subjacentes do capitalismo, desencadeando uma profunda crise na mesma escala da crise da década de 1. Não haverá recuperação após o término do bloqueio, mas uma depressão econômica prolongada.

Vários mercenários foram mortos e outros presos em La Guaira, em 3 de maio, enquanto tentavam desembarcar na Venezuela como parte de uma conspiração contra o governo Maduro. Em 4 de maio, outros oito mercenários foram presos na cidade costeira de Chuao, no estado de Aragua, entre eles dois ex-veteranos das forças especiais dos EUA.

O FMI declarou no início de abril que entramos “na pior crise econômica desde a Grande Depressão”. Ontem (29/4), sua perspectiva foi confirmada quando os números divulgados para os EUA mostraram uma taxa de queda de 4,8%. Hoje, os números mostram uma contração de 3,8% em um trimestre na zona do euro. O tratamento desastroso da pandemia de coronavírus aguçou uma crise econômica que já estava em andamento.

A Corrente Marxista Internacional (CMI) está construindo um comício online para o 1º de maio, com militantes e apoiadores de todas as partes do mundo! Junte-se a nós neste evento, que contará com a participação de Serge Goulart, da Esquerda Marxista, John Peterson, do Socialist Revolution(EUA), Alessandro Giardiello, da Sinistra, Classe, Rivoluzione(Itália) e Adam Pal, do Lal Salam(Paquistão). O evento também contará com a participação de Alan Woods, editor do site marxist.com, que fechará a discussão sobre esta que é a maior crise da história do capitalismo e as perspectivas para a revolução mundial. Todos são bem-vindos! A transmissão será ao

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Um provérbio marroquino diz: “a ovelha passa a vida inteira com medo do lobo, mas, no final, quem se banqueteia com a ovelha? O pastor!” Bem, alguns meses após a China e 10 dias após a Itália, as autoridades marroquinas anunciaram os primeiros casos de Covid-19 no país em 2 de março e os atribuíram a “fatores externos”. Especificamente, teria sido um marroquino retornando da Itália, e logo turistas franceses. A epidemia piorou, infectando 2.024 pessoas, das quais 126 morreram (em 15 de abril, 45 dias após as primeiras infecções), segundo dados oficiais.

A crise política acelera. Bolsonaro se isola cada vez mais e seu governo balança. A imprensa eleva o tom e cobra investigações. FHC pede a renúncia. Os políticos de direita, que se elegeram na esteira de Bolsonaro (Doria, Witzel etc.), abandonaram o barco há tempos, como bons oportunistas. Mandetta se foi, Moro se foi. E a pergunta que muitos fazem é: quanto tempo dura Paulo Guedes?

No último domingo (19/4), Bolsonaro participou de um ato público que pedia intervenção militar, fechamento do Congresso, fim do isolamento social e reabertura de empresas e comércio. Essa atitude do presidente causou a indignação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de deputados e senadores – incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) –, de setores empresariais, da mídia, entre outras camadas da burguesia.

Hoje, 22 de abril, comemora-se o 150º aniversário de Vladimir Lenin, o grande líder revolucionário. Enquanto os historiadores e liberais burgueses o criticam, celebramos a vida e as ideias de Lenin – ideias que são mais relevantes agora do que nunca.