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O primeiro-ministro húngaro de direita, Viktor Orbán, sofreu um golpe quando uma onda de protestos se espalhou pelo país. Os protestos foram desencadeados por uma nova legislação, rotulada como a “lei dos escravos”, que foi aprovada em 12 de dezembro. Esse ataque cruel aos trabalhadores húngaros permitirá que os empregadores aumentem a quantidade de horas extras, podendo exigir dos trabalhadores de 250 a 400 horas ao ano, o que equivale a aproximadamente oito horas por semana. Não apenas isso, também pode haver um atraso no pagamento dessas horas extras de até três anos.

Pelo quinto sábado consecutivo, os manifestantes coletes amarelos tomaram as ruas da França em 15 de dezembro no que foi chamado de “Ato V” do movimento. Este ocorreu depois dos anúncios de Macron das “concessões” em 10 de dezembro; e em uma semana que viu uma mobilização de estudantes e um dia nacional de ação, convocado pela CGT. Depois de cinco semanas, que estágio alcançou o movimento e quais são suas perspectivas?

O movimento Colete Amarelo entrou em seu “quarto ato” nesta semana, com outra rodada de protestos radicais com mais de 130.000 pessoas por todo o país. Dessa vez, a resposta do estado foi ainda mais brutal, com 89.000 gendarmes mobilizados por toda a França numa tentativa de impedir que os coletes amarelos se manifestassem – pacificamente ou não – resultando em mais de 2.000 prisões.

A situação social e política na França está mudando a uma velocidade vertiginosa. Em menos de um mês, o desenvolvimento do movimento dos coletes amarelos colocou o país no limiar de uma crise revolucionária. Nos próximos dias, esse limite pode ser ultrapassado. O que definirá?

O discurso de Emmanuel Macron em 27 de novembro pela manhã foi uma longa e interminável provocação. Enquanto os coletes amarelos exigem, no mínimo, medidas imediatas contra o elevado custo de vida, o presidente falou, principalmente, sobre a situação do mundo até 2050. Ele não nos poupou sequer de considerações sobre “método” e “pedagogia”. Mas nem uma única medida concreta foi anunciada. A variação dos impostos de acordo com o preço do petróleo não é uma medida concreta: é uma vaga suposição, não quantificada e sem prazo de validade.

Desde 1 de dezembro, o último dia dos protestos de massas na França, a mídia francesa transmite incansavelmente as cenas de conflito entre os manifestantes “Coletes Amarelos” e a polícia antimotim, que abalaram Paris. Jornalistas e políticos estão realizando uma corrida de revezamento para “condenar toda violência” – com a notável exceção da violência cometida pela polícia antimotim, que resultou até agora pelo menos na morte de um manifestante e feriu muitos manifestantes pacíficos.

Os protestos dos Coletes Amarelos (Gilets Jaunes) na França estão em um momento decisivo. Ante a ascensão do radicalismo, que agora ameaça a própria sobrevivência de seu governo, Macron mudou seu tom desafiante e prometeu ‘suspender’ o aumento do imposto sobre os combustíveis que provocou o movimento. Essa retirada veio depois das batalhas de rua durante a semana entre milhares de manifestantes e a polícia que deixaram mais de 200 feridos somente em Paris e que resultaram em pelo menos uma morte.

A mobilização do movimento de protesto dos Coletes Amarelos (gilets jaunes) assinala um passo importante no desenvolvimento da luta de classes na França. Sem nenhum partido ou sindicato e nenhuma organização prévia, centenas de milhares de pessoas participaram desse movimento contra o aumento dos impostos sobre o diesel e a gasolina, varrendo para o lado as falsas concessões e ameaças do governo. Eles são apoiados por uma grande maioria da população.

A mobilização do movimento de protesto dos Coletes Amarelos (gilets jaunes) assinala um passo importante no desenvolvimento da luta de classes na França. Sem nenhum partido ou sindicato e nenhuma organização prévia, centenas de milhares de pessoas participaram desse movimento contra o aumento dos impostos sobre o diesel e a gasolina, varrendo para o lado as falsas concessões e ameaças do governo. Eles são apoiados por uma grande maioria da população.

A Casa Branca publicou um documento intitulado “Os Custos de Oportunidade do Socialismo” que reconhece a crescente popularidade do socialismo nos Estados Unidos (particularmente entre os jovens) e tenta proporcionar uma refutação científica em favor do capitalismo. Alan Woods, editor do portal “In Defence of Marxism”, responde às calúnias desse documento e demonstra porque as ideias socialistas estão ganhando terreno nos EUA.

A Casa Branca publicou um documento intitulado “Os Custos de Oportunidade do Socialismo” que reconhece a crescente popularidade do socialismo nos Estados Unidos (particularmente entre os jovens) e tenta proporcionar uma refutação científica em favor do capitalismo. Alan Woods, editor do portal “In Defence of Marxism”, responde às calúnias desse documento e demonstra porque as ideias socialistas estão ganhando terreno nos EUA.

Bolsonaro ganhou o segundo turno da eleição presidencial brasileira com 55% da votação, derrotando Haddad – o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) – que recebeu 45%. Todas as esperanças de uma recuperação de última hora se desfizeram. Esse resultado é um revés para a classe trabalhadora e para os pobres. Precisamos entender o que significa, o que levou a essa situação e qual estratégia o movimento dos trabalhadores deve seguir diante desse governo reacionário.

Há 26 anos, após a queda da União Soviética, os defensores do capitalismo estavam eufóricos. Falavam da morte do socialismo e do comunismo. O liberalismo triunfou e, assim, a história havia alcançado sua expressão final na forma do capitalismo. Foi nesse momento que Yoshihiro Francis Fukuyama pronunciou sua famosa (ou notória) previsão de que a história havia terminado. O que ele quis dizer com isso foi o seguinte: agora que o socialismo (na forma da União Soviética) fracassou, o único sistema socioeconômico possível era o capitalismo, ou como ele e outros preferiam descrevê-lo: “a economia de livre mercado”.

Bolsonaro venceu a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil com 55 porcento dos votos, derrotando Haddad – o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) – que obteve 45 porcento. Quaisquer esperanças de uma alteração em cima da hora viram-se goradas. Este resultado é um retrocesso para a classe trabalhadora e para os pobres. Precisamos de compreender o que significa, o que levou a esta situação e que estratégia deve seguir o movimento dos trabalhadores, perante este governo reaccionário.

A vitória de Bolsonaro é a demonstração do colapso político do regime da Nova República e do pacto social efetivado com a Constituição de 1988. É também a demonstração do colapso da “Democracia” para enormes setores das massas, aliás, a maioria (eleitores de Bolsonaro, brancos, nulos e abstenção) deixou claro que pouco lhe importa “esta democracia”, e ignorou os apelos de Haddad/PT, e outros, para “defender a democracia”, que só fez até agora piorar suas vidas e ampliar seu sofrimento e a angustia permanentemente.

Terminado o 1º turno das eleições presidenciais Haddad e o PT desvestem a camisa vermelha usada para reanimar petistas melancólicos e põem respeitáveis ternos com camisas brancas, trocam os símbolos da campanha para as cores da bandeira do Brasil, verde, amarelo e azul, retiram Lula das fotografias e escondem o vermelho do PT.

Bolsonaro venceu o primeiro turno e tem a possibilidade de ser o próximo presidente da república. Ele recebeu apoio de cerca de 33% dos 147 milhões de eleitores. Haddad recebeu apoio de cerca de 21% dos eleitores. Do total de eleitores, 27,32% (mais de 40 milhões) decidiu não votar em nenhum candidato. Essa é a expressão do sentimento que perpassa as ruas. A contagem dos ditos “votos válidos” pela Justiça Eleitoral produz a falsa impressão de que o ganhador tem a maioria da população ao seu lado.

A postura dos marxistas não é a de combater Bolsonaro usando a moral burguesa. A nossa moral reflete os interesses do conjunto da classe trabalhadora e nosso combate expressa a forma mais resoluta desse combate. É desse ponto que devemos partir.

As grandes manifestações de 29/9 foram mais uma demonstração da disposição de luta na base. Convocadas inicialmente pelo grupo de Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, os chamados se multiplicaram pela internet.

O chanceler do Partido Trabalhista John McDonnell se posicionou confiantemente em seu discurso à conferência do Partido Trabalhista de 2018. Enquanto os chanceleres-sombra normalmente abordam a conferência para atenuar as expectativas, John declarou que faria o oposto, porque “quanto maior a desordem que herdamos, mais radical temos que ser”.