Na sexta-feira. 25 de maio, a Irlanda foi às urnas para decidir sobre a revogação da 8 a emenda da Constituição, que negava às mulheres o direito ao aborto enquanto o feto não-nascido apresentasse batimentos cardíacos. Sob essas leis, que faziam parte do legado da dominação da Igreja Católica da Irlanda, o aborto era ilegal, inclusive sob as circunstâncias terríveis de estupro, incesto ou anormalidades fetais. A revogação da 8 a emenda é uma bofetada marcante na face da Igreja Católica e do establishment na República.

O líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE), Pedro Sanchez, tornou-se primeiro-ministro depois de derrotar o manchado pela corrupção Mariano Rajoy em um voto parlamentar de desconfiança. Sanchez prometeu algumas mudanças cosméticas, mas manterá o orçamento aprovado pelo Partido Popular (PP) de Rajoy e prometeu “garantir a responsabilidade econômica e fiscal”, bem como cumprir os “deveres europeus”.

Dezenas de manifestantes pacíficos foram massacrados pelas autoridades estatais em Tamil Nadu, Índia, depois de se organizarem para exigir o fechamento de uma fábrica que está causando estragos ao meio ambiente e problemas de saúde aos habitantes locais. Louis Thomas informa de Tamil Nadu.

Nicolas Maduro foi reeleito para mais um mandato nas eleições Presidenciais venezuelanas do passado Domingo, 20 de Maio. A maior parte da oposição reaccionária, com o pleno apoio de Washington e Bruxelas, apelara ao boicote, o que originou uma participação muito baixa nas zonas de classe média e alta nas principais cidades. A exigência de que se cancelassem as eleições obteve eco por parte dos governos de direita da região. Tal significa que muitas pessoas das áreas pobres e da classe trabalhadora fossem votar com o intuito de repudiar a descarada intromissão imperialista. Contudo, mesmo nestas zonas a participação foi visivelmente inferior à das anteriores eleições. A profunda crise económica é a principal preocupação da maior parte das pessoas e muitas estão cépticas quanto à habilidade do governo em lidar com a mesma.

À medida que se aproxima a eleição presidencial venezuelana de 20 de maio, a campanha de agressão imperialista pelos EUA e seus aliados se intensifica. O objetivo é claro: implementar uma mudança de regime. Ao mesmo tempo, a crise econômica que atravessa o país alcançou níveis intoleráveis para os trabalhadores e os pobres, e as políticas do governo são impotentes para resolver a situação. É necessária uma alternativa revolucionária, uma alternativa que seja capaz de combater a direita e mostrar uma saída real da hiperinflação, da escassez e da depressão econômica.

Donald Trump anunciou ontem sua decisão de retirar os EUA do acordo nuclear com o Irã. Em um discurso repleto de mentiras, distorções e pura hipocrisia, ele anunciou que sua administração vai impor o “mais alto nível de sanções econômicas” ao Irã.

A máquina midiática do establishment está a toda marcha desde as eleições municipais da última quinta-feira, na Inglaterra, tentando retratar os resultados como mais um desastre para o Partido Trabalhista e seu líder, Jeremy Corbyn. Mas, depois de três anos vomitando bile, ninguém mais presta atenção a tais distorções e histeria.

Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo. (Karl Marx, Teses sobre Feuerbach)

Atualização: no momento em que os camaradas publicaram este artigo, houve a notícia de que o governo da Nicarágua, em reunião com a iniciativa privada, decidiu revogar a reforma. É importante que agora o movimento dos trabalhadores e estudantil se arregimente com um programa para assegurar que a crise do sistema de aposentadorias seja pago pelos capitalistas.