As imagens do espancamento de Michel Zecler (um músico negro) em 21 de novembro e o enorme sucesso das “marchas pela liberdade” no sábado seguinte expuseram mais uma vez a natureza totalmente reacionária e racista da polícia e acentuaram a crise do governo francês.

Durante meses, a imprensa burguesa falou sobre os planos climáticos supostamente progressistas de Joe Biden. Uma manchete do New York Times nos diz: “Biden planeja mover-se rapidamente com uma ‘administração climática’”. O artigo continua pintando um quadro brilhante de um visionário “presidente do clima” que muda corajosamente de curso após quatro anos de negação dos problemas climáticos por Trump e de reversões ambientais. Levando a campanha de Biden ao pé da letra, muitos cientistas e ativistas do clima também expressaram a esperança de que este governo seja um passo à frente.

No dia 16/11, o Congresso peruano elegeu uma nova liderança chefiada por Francisco Sagasti, que tomará posse hoje como novo presidente do país. A eleição de Sagasti (Partido Morado), à frente de uma lista composta exclusivamente por parlamentares que não votaram no impeachment do presidente Vizcarra em 11 de novembro, é uma tentativa desesperada de manter a continuidade das instituições da desacreditada democracia burguesa e de reconstruir sua legitimidade.