Portuguese

A greve dos trabalhadores ferroviários encorajou outros setores da classe trabalhadora (e também os estudantes) a se mobilizar. Coletores de lixo, trabalhadores da Air France, servidores civis, advogados, trabalhadores dos correios, trabalhadores de hospitais e trabalhadores de cuidados aos idosos (entre outros) estão se preparando para a ação, e a cada dia novas camadas de trabalhadores estão se juntando à luta. A “convergência das lutas” não é mais apenas uma palavra de ordem; está se tornando um fato.

O Poder Judiciário segue com seus abusos de poder. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de Habeas Corpus (HC) de Lula e já no dia seguinte, antes de novos embargos serem apresentados no TRF-4, Sérgio Moro decretou a prisão de Lula.

As eleições italianas, um terremoto político no verdadeiro sentido da palavra, produziram o que era previsto: um parlamento enforcado, sem um partido ou uma coalizão de partidos capaz de expressar maioria no governo. Analistas políticos burgueses sérios lamentaram o fato de que mais de 50% do eleitorado votaram em partidos “populistas” contra o sistema, enquanto os partidos sobre os quais o sistema se sustentou durante os últimos 25 anos ficaram seriamente fragilizados.

De repente, não mais que de repente, parece que todos estão falando a mesma coisa: o assassinato de Marielle Franco é inadmissível, é preciso defender a democracia. Mas as aparências enganam e por trás da aparente unanimidade, há um fosso intransponível.

A vereadora Marielle Franco do PSOL no Rio de Janeiro foi assassinada nesta quarta-feira (14/3). Ela vinha denunciando a violência policial nas favelas do Rio, agravadas com a Intervenção. O desrespeito à população, que aparece todo dia nos noticiários, como a destruição das barracas de comércio na Vila Kennedy, a detenção de um morador por desrespeito aos militares durante 36 horas, são exemplos do que está acontecendo diariamente no Rio.

O que aconteceu na Espanha no Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras foi memorável. Um comentarista do jornal El Periódico, de Barcelona, descreveu como “mais do que uma greve, quase uma revolução”. Mais de 6 milhões de trabalhadores, na sua maioria mulheres, mas também homens, entraram em greve. Foi a primeira vez que uma greve foi convocada para marcar o 8 de Março.

Dados os últimos acontecimentos no Oriente Médio, principalmente Irã, Iêmen e Arábia Saudita, republicamos nossa análise das revoluções que varreram o mundo árabe em 2011. Muitos elementos permanecem atuais e a correlação de forças coloca acontecimentos cada vez mais radicais no horizonte.

Longe de normalizar a situação, as eleições de 21 de dezembro, convocadas por Madri com base no Artigo 155 da Constituição espanhola e apesar da repressão e dos tropeços do Estado, deram uma nova vitória ao independentismo, perpetuando o conflito e a instabilidade. Os resultados representam um duro golpe contra o espanholismo reacionário, com um aumento do apoio às forças republicanas de cerca de 100 mil votos e uma clara rejeição ao Artigo 155 e ao bloco monárquico.

A Itália vai às eleições em 4 de março em um contexto de crise econômica e um impasse generalizado na situação política. Parece que as eleições produzirão um parlamento apertado com nenhum vencedor absoluto. A direita emergirá fortalecida, mas aparentemente o Movimento das Cinco Estrelas será o maior partido único. E o que restar da esquerda estará em colapso. O quadro que se destaca é o horror generalizado das massas pelos velhos partidos estabelecidos. Nessas condições, os camaradas italianos da Corrente Marxista Internacional (CMI) decidiram ter a sua agremiação independente. Saiba mais sobre a campanha da eleição dos camaradas italianos em ...

Durante a semana passada, as tensões dentro da coalizão liderada pelos sauditas que combate as forças houthis no Iêmen chegaram a um ponto crítico. Entre o domingo e a quarta-feira, tropas leais ao Conselho de Transição do Sul (CTS) tomaram todas as áreas restantes da cidade portuária de Áden e cercaram o palácio e o gabinete presidencial.

É evidente que nas últimas semanas o imperialismo estadunidense e seus países lacaios aumentaram a agressão contra a Venezuela. O objetivo é público e declarado: propiciar um golpe de estado que derrube o governo do presidente Maduro e permitir à oligarquia voltar a tomar o controle. É necessário responder com medidas revolucionárias que golpeiem o poder econômico da oligarquia, os agentes do imperialismo no país.

Após quatro dias de debates, atividades culturais e formações políticas, os jovens que participaram do Acampamento Revolucionário 2018, em Florianópolis, saíram com a certeza de que uma revolução socialista é possível e necessária. O desafio que surge a partir do evento, ocorrido de 25 a 28 de janeiro, é o de transformar todo esse aprendizado em ações práticas em cada escola e universidade do país.

O interesse no socialismo disparou nos últimos dois anos. Milhões de pessoas anseiam por mudança e querem lutar contra o capitalismo. Elas estão buscando ideias e uma organização que possam ajudá-las a fazer exatamente isto. Mas ainda não há nenhum ponto de referência viável, nenhum partido socialista de massas, nenhuma saída clara e confiável do edifício em chamas. Em consequência, a maioria das pessoas duvida que se possa levantar um desafio sério ao sistema e às suas instituições, e muito menos derrubá-lo totalmente. Isso explica o renascimento do interesse no reformismo.

A luta aberta das massas depois das eleições em Honduras só se equipara à greve de 1954 e ao movimento contra o golpe de Estado em 2009. É um dos maiores acontecimentos da luta de classes na história do país. Isso somente se pode explicar pelas grandes contradições concentradas na sociedade que colocaram o país à beira da revolução. Apesar de todo esse impulso revolucionário, Juan Orlando Hernández (JOH) acaba de prestar juramento como presidente, embora acossado pelos protestos populares que exigem sua saída. Trata-se de um governo profundamente desprestigiado e débil que se verá submetido à pressão dos trabalhadores que podem fazer com que não termine seus quatro anos de mandato.

A situação econômica que as massas enfrentam na Venezuela piorou consideravelmente no período natalino. Os problemas que já existiam pioraram, com os preços em espiral descontrolada, além do colapso do sistema de transporte e o agravamento da escassez (de alimentos, combustíveis e dinheiro). Isso levou a protestos dispersos e a incidentes de pilhagem.

Das pessoas entre 18 e 24 anos de idade, 24% veem a direita e as grandes empresas como as coisas mais perigosas do mundo atual. Em comparação, apenas 9% disseram o mesmo sobre os comunistas. Essas constatações de uma enquete da ComRes deixaram o establishment inquieto.

Os trabalhadores da Grã-Bretanha estiveram sob ataques dos patrões e do governo conservador durante anos. No entanto, muitos líderes sindicais não se mostram capazes de reagir. Essa é uma das razões pelas quais os sindicatos experimentaram, no ano passado, a maior queda da filiação desde que os registros começaram. A filiação total aos sindicatos hoje é de apenas 6,2 milhões de trabalhadores, comparados aos 13,2 milhões de 1979.

Ondas de protestos heroicos se espalharam rapidamente pelas cidades de todo o Irã durante as últimas duas semanas. Foi uma explosão espontânea de raiva da juventude de classe média baixa e da classe trabalhadora contra a pobreza, a elevação dos preços e a miséria, bem como contra a riqueza e a corrupção da elite iraniana – em especial do establishment clerical. Estima-se que 21 pessoas foram mortas nos protestos até agora e mais de 1.700 pessoas foram presas. Os líderes ocidentais de Washington a Londres imediatamente levantaram um coro defendendo os direitos humanos do povo iraniano.

Donald Trump saudou o Ano Novo em sua própria e inimitável forma: cercado por seu clã social e político no ambiente opulento de seu clube exclusivo Mar-a-Lago, na Flórida, acompanhado por um representativo grupo de todos os segmentos da sociedade estadunidense – de estrelas de cinema a bilionários.