Portuguese

Eclodiram protestos em todo o Irã, após o assassinato de uma jovem curda, Jina Mahsa Amini, pela infame polícia da moralidade do país. Começando nas áreas curdas do Irã, os protestos se espalharam por mais de 30 cidades, incluindo todas as maiores: Teerã, Mashhad, Isfahan, Karaj, Tabriz e a chamada cidade sagrada de Qom. O que começou como uma reação contra a brutalidade policial rapidamente se transformou em um clima de raiva contra o regime como um todo.

Assim como o reinado mais longo do país, Rainha Elizabeth II representou uma eternidade em estabilidade. A sua morte marcou uma nova era de crises. Outro pilar de ruínas do elitismo britânico, gerando levantes revolucionários!

Liz Truss venceu a corrida pela liderança conservadora, tornando-se a mais recente primeira-ministra da Grã-Bretanha. Ela herdará uma série de crises: desde o aumento dos preços da energia e a “estagflação”, até uma maré crescente de mobilizações industriais. Explosões revolucionárias iminentes.

No dia 29 de julho, tentativas feitas por um governo democraticamente eleito para recuperar 31 toneladas de ouro de um banco central estrangeiro (que deveria guardar o ouro para garantir a segurança), avaliadas em mais de um bilhão de dólares, foram rejeitadas por uma corte estrangeira. A soberania da maior instituição judicial de um país foi deixada de lado pela decisão de outro país.

Desde junho, os Países Baixos têm visto uma nova onda de protestos de 40.000 agricultores contra os planos do governo em reduzir a emissão de compostos de nitrogênio[1]. Esses protestos chegaram à mídia internacional viralizando vídeos de grandes tratores bloqueando estradas e centros de distribuição de supermercados, despejando esterco em frente às casas dos políticos. O que está por trás desses protestos, que interesses de classe eles representam e qual é a posição dos marxistas em relação a eles?

Na quinta-feira, 25 de agosto, a velha San Juan foi engolida por gases lacrimogêneos enquanto unidades antidistúrbios da polícia de Porto Rico voltavam a reprimir com brutalidade uma manifestação em frente ao palácio do governador. O protesto tinha por principal objetivo o cancelamento do contrato através do qual se privatizou o sistema de transmissão e distribuição de energia elétrica. A ira da população contra a empresa privatizadora LUMA chegou ao ponto de ebulição nesta semana, depois de uma série de acontecimentos que confirmaram a incapacidade da subsidiária das multinacionais Quanta Services e ATCO para administrar efetivamente a

...

A visão clássica de como o capitalismo se desenvolve é que dentro da sociedade feudal surge uma classe composta por comerciantes, banqueiros, primeiros industriais, ou seja, a burguesia, e que para essa classe poder desenvolver todo o seu potencial é necessária uma revolução burguesa para quebrar o limites impostos pela aristocracia feudal fundiária. Foi assim que as coisas se desenvolveram, mais ou menos, em países como França e Inglaterra, mas não no Japão.

Morreu Mikhail Gorbachev, último líder da União Soviética aos 91 anos de idade. As suas políticas para reformar “a partir de cima” a URSS, sob as bandeiras da “Glasnost” e “Perestroika”, representaram uma tentativa falhada para manter os privilégios da burocracia estalinista, enquanto procuravam solucionar as contradições e problemas da economia soviética. O inevitável falhanço destas medidas abriu a porta para a restauração do capitalismo na Rússia, a destruição da economia planificada e o empobrecimento de milhões. Este desastre é o legado de Gorbachev.

Como informamos anteriormente, no mês passado o governo de Ranil Wickremesinghe no Sri Lanka desencadeou a repressão contra sindicalistas e ativistas de esquerda. Agora, o regime intensificou a sua repressão, usando a notória Lei de Prevenção ao Terrorismo para deter ativistas por longos períodos sem julgamento. No domingo, 28 de agosto, haverá protestos em frente ao escritório do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra e nas embaixadas do Sri Lanka em todo o mundo, às 14h, horário local.

Há pouco mais de um mês, em 9 de julho, as massas insurrecionais do Sri Lanka invadiram a residência do presidente Gotabaya Rajapaksa, em Colombo. Este foi o ponto culminante dos protestos em toda a ilha e que estavam em andamento desde março. Eles já haviam derrubado três gabinetes do governo, o governador do Banco Central e os próprios irmãos de Gota: o ministro das Finanças Basil Rajapaksa e o poderoso então primeiro-ministro Mahinda Rajapaksa, que foi forçado a renunciar em 9 de maio.

De 20 a 23 de julho, dois camaradas da Federação de Estudantes Marxistas foram convidados a participar do terceiro Gazte Topagune Sozialista (Encontro da Juventude Socialista) realizado pela GKS (Coordenação da Juventude Socialista) e pela organização estudantil Ikasle Abertzaleak no País Basco. A nós também se juntou um camarada de Lucha de Clases, a seção da CMI no Estado espanhol. GKS é uma nova organização socialista da juventude no País Basco, com o objetivo de construir uma sociedade sem classes com uma inclinação particular contra as táticas colaboracionistas de classe dos social-democratas.

O artigo a seguir está baseado em um discurso proferido pelo editor de marxist.com, Alan Woods, na recente e altamente bem-sucedida Universidade Marxista Internacional. A situação mundial se caracteriza por guerras, caos e crise em todos os níveis, levando alguns a tirar as conclusões mais pessimistas. Na realidade, uma velha ordem está morrendo e uma nova está lutando para nascer. Vemos isso com as erupções revolucionárias no Sri Lanka e em outros lugares. O que está faltando é uma liderança clara e revolucionária para levar a classe trabalhadora à vitória e à derrubada deste sistema capitalista decadente.

Na noite de 1º de julho uma revolta eclodiu por toda a Líbia. O prédio do parlamento em Tobruk, na unidade administrativa de Cyrenaica, foi invadido por protestos e foi parcialmente queimado após as massas usarem uma escavadeira para arrombar as portas do lugar.

A Universidade Marxista Internacional – UMI (hashtag em inglês, #IMU22) -, realizada entre os dias 23 e 26 de julho, ultrapassou todas as expectativas! Um total de 7.333 pessoas inscritas – um aumentos de mais de mil inscritos comparados a nossa última UMI em 2020! Da Bolívia à Belgica, do Vietnã à Venezuela, e do Paquistão ao Peru, trabalhadores e jovens revolucionários se reuniram na maior escola Maxista que a CMI (Corrente Marxista Internacional) já promoveu, acompanhando discussões do mais alto nível político, e com doações que últrapassaram 825.000 euros para nossa coleta, o que será direcionado para a compra de uma nova sede internacional em Londres.

Na primeira semana de julho, em Myanmar, vimos uma erupção espontânea de protestos de trabalhadoras industriais contra os cortes no salário, contra a piora das condições nos locais de trabalho e contra a intensificação do trabalho na fábrica de roupas A Dream of Kind (ADK) na cidade de Mingalardon, em Yangon. Cerca de duas mil operárias estão demandando direitos trabalhistas, garantia de licença médica, férias remuneradas, bem estar social, e aumento dos salários.

No sábado, 9 de julho, dezenas de milhares de cidadãos comuns do Sri Lanka superaram o caos do transporte para chegar à capital, Colombo. As barricadas da polícia foram varridas como caixas de fósforo, e as massas ficaram diante dos degraus da residência oficial do presidente. E então, elas avançaram. As massas, na enxurrada de sua “aragalaya” (luta), de repente transbordaram os canais seguros que a classe dominante havia erguido para mantê-las fora da política. Em poucos minutos, milhares de pessoas tomaram conta da residência presidencial. Em poucas horas, o presidente, escondido, foi

...